segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Vou embora para alhures


Por Amorim Sangue Novo

Baseado na poesia de Manuel Bandeira, Vou embora pra Pasárgada.

Vou embora para alhures
Não gosto de ser amigo de “rei”
Nem de ter qualquer mulher
Mas a cama escolherei

Vou embora para alhures
Vou embora para alhures
Aqui nãu estou feliz
A vida passou a ser aventura
Muita gente inconsequente
Políticos raivosos, “dementes”
Querendo ser “linha dura”
Só pensam “ferrar” a gente               
Como não me adapto
Com gente deste estado
Chegando a ser “doente”
Vou embora pra alhures
Pois comigo é diferente              

Não gosto de caminhadas
Não gosto de lugar quente
Mas gosto de animais
São eles que alegram a gente
Água adoro e curto
Mas sem lama, sem lodo
E de jeito transparente
Iemanjá é minha mãe
Mesmo sem sol no poente
Pois o sol é sempre lindo
Não existe sol diferente
Levo comigo a poesia
Linda mulher ao meu lado
Pras horas de devaneios
Não nego pois é verdade
Por ela brigo e mato
Sem ela me torno carente
Vou embora para alhures

Em alhures quero encontrar
Pessoas iguais a mim
Ao meu lado só gente boa
Não gosto e nem sou ruim
Já trabalho quando quero
Lá também será assim               

Se um dia der saudades
Será dos amigos que deixo
Dos sujos quero distância
Não me interessa o desleixo       

Fazer média e ser falso
Prá mim não é certo, não           
Prefiro os simples, honestos
Que um “rei” demente, ladrão
Não me importa o ouro que ostentam
Às custas do pobre povão          
Desculpem por ser sincero

Esta é minha razão