sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Placas novas a partir de 2016. "eu só queria entender"

A exatamente uma semana atrás fiz transferência do nome de um novo veículo de minha propriedade. Claro que tive que amargar o sabor do preço salgado cobrados pela maioria dos despachantes que, nem sempre é o real (R$ 154 o par), e mais uma espera de 3,5 horas no Ciretran da cidade de Panorama/SP, uma vez que quem for licenciar um automóvel a partir de 1º de janeiro de 2012 será obrigado a emplacar seu veículo com a placa refletiva.
Eis que, segundo a notícia abaixo o Contran estabeleceu o uso de placas adotadas pelo Mercosul.
Só pra se ter idéia, quem fizer um emplacamento neste mês de dezembro, tendo que efetuar um novo emplacamento em janeiro de 2016, terá gasto por volta de 42 centavos por dia de uso da placa, no período.
Será que, uma vez que o Brasil, que faz parte do Mercosul desde 1999, não poderia ter feito a adoção das placas óra estabelecidas desde 2012? Será que tem gente ganhado muito em cima destas regras?
“Não precisa explicar, eu só queria entender”

Veículos licenciados a partir de 2016 terão placa no padrão Mercosul

Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela – terão modelo de placa unificada para veículos a partir de 2016. Nos cinco países que fazem parte do Mercosul, a medida atingirá frota de quase 110 milhões de veículos e tem o objetivo de fortalecer a integração regional e a circulação de cidadãos entre membros do bloco.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a mudança deve acontecer de maneira gradual no Brasil. Em 1° de janeiro de 2016, o novo modelo só será obrigatório em veículos novos – no momento do primeiro emplacamento – e em automóveis que passarem por transferência de propriedade ou de local do emplacamento.

As novas placas adotadas no Mercosul terão 13 cm de altura por 40 cm de largura, as mesmas dimensões utilizadas hoje no Brasil. O design será semelhante ao adotado nos países da União Europeia: fundo branco com faixa azul na parte superior. Haverá ainda o símbolo do Mercosul à esquerda, além do nome e da bandeira do país de origem do veículo.

Sete caracteres farão parte da nova identificação: duas letras, três números e mais duas letras. Essa estrutura é capaz de gerar até 450 milhões de diferentes combinações. O modelo utilizado hoje no Brasil poderia chegar a 175 milhões de possibilidades.

Segundo o Itamaraty, a unificação do sistema nos cinco países facilitará a circulação e a segurança no trânsito entre países do bloco, contribuindo, por exemplo, para melhor fiscalização aduaneira e migratória. Além disso, a unificação resultará em um sistema integrado de consultas às informações dos veículos. Essa integração também facilitará o acesso a dados de propriedade, modelo, marca, fabricação e tipo de veículo, além de gerar informações sobre roubos e furtos.

Brasil e Argentina
O modelo de placas brasileiro – que possui três letras e quatro números – foi adotado no Brasil na década de 1990 para substituir as antigas placas amarelas. Pela variação de combinações possíveis, o sistema brasileiro poderia ser mantido até 2030. Na Argentina, no entanto, o sistema atual possui três letras e três números, o que o torna sustentável somente até 2015. Sendo assim, o padrão de placas do Mercosul já deve ser aplicado na Argentina a partir do ano que vem.

Publicado originalmente em O Tempo