terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Olhar indefinível


Derreto-me com teu olhar
Que sempre vem me encantar
Algo imprevisível
Que se torna indefinível
É sorrateiro
É lampeiro
Desconcerta-me
Desperta-me
Empalidece meus tremores
Enobrece meus fulgores
Deixa-me irriquieta
E tanto me afeta
Muito me aflige
Sempre me dirige
E faz de mim o que bem quer
Quando lhe convier
Sou sempre sua
E pobre de minha pele nua
Irremediavelmente continuarei a serva
Que tua alma preserva
E que está a teu dispor
Amável tutor
E o teu possuir
Será por ventura o meu servir
E todas tuas fantasias
Com que me premias
Serão meu intento
E maior sustento...


(Vera Lucia Dal Sasso)
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